Seja lá o que você esteja escolhendo para a sua vida, isso vai ter um preço, e mais: você vai estar deixando de ganhar outras coisas por causa disso. A pergunta é: como você vai lidar com tudo isso?
Você já percebeu que, ao escolher um caminho, você abre mão de outros? Isso tem nome.
Pensa na sua vida: você escolheu uma profissão, e isso significou abrir mãos de outras profissões. Da mesma forma você comprou um tipo de celular e deixou de comprar outros modelos.
Claro que existe aquela ideia de meio termo em algumas coisas, mas na vida, é impossível escolher tudo o tempo todo.
Então, se isso é inerente à vida (algo que não pode ser separado dela), como vamos saber se o que estamos escolhendo é, de fato, a melhor opção? Vale para a escolha de um curso, um trabalho, as pessoas com que vivemos.
Vale para praticamente tudo na vida.
De forma simples, quando você pesquisa alguns tipos de celular e finalmente compra um deles, você deixou de comprar as coisas que os outros ofereciam.
Talvez você tenha deixado de ter mais memória de armazenamento, uma câmera melhor, um processador mais potente, etc.
Isso é o custo de oportunidade: tudo aquilo que deixamos de obter quando escolhemos algo.
As empresas avaliam isso em decisões importantes, como os investimentos que fazem, o público-alvo que escolhem, as pessoas que contratam. Tudo envolve esse jogo de ganhar e perder.
Elas sabem que isso é importante para que possam escolher as estratégias mais eficazes, e para que saibam as consequências dessas escolhas.
Será que também não podemos fazer esse tipo de avaliação em nossas vidas?
O problema é que, diferente das empresas, não costumamos fazer contas numa planilha (pelo menos a maioria de nós, você faz?).
E aí surge aquele medo de: "E se eu tivesse escolhido outro curso?", "E se eu tivesse aceitado aquele outro emprego?", "E se eu tivesse comprado outro celular?".
Esse "E se..." é que assombra a sua cabeça.
A gente tende a olhar para o caminho que não escolhemos e imaginar que ele seria perfeito, mas isso é uma ilusão.
Aquele outro celular também teria travado. Aquela outra profissão também teria chefes chatos, aquele outro curso também teria disciplinas de arrancar os cabelos.
Aqui entra a estratégia:
Ao invés de tentar ignorar o que você perdeu, lembre-se que o que você escolheu vale mais a pena para o seu momento atual.
Quando você escolhe estudar (por exemplo) Administração, você "paga" com o tempo que poderia estar usando para virar músico, atleta ou médico. O custo é alto? É. Mas se o retorno que a ADM lhe trouxer (realização, carreira, boleto pago) for maior que esse custo, então você terá lucro.
Na vida, o lucro não é só dinheiro no bolso, ou seu status social, isso é consequência.
O mais importante é a satisfação de saber que você está no lugar certo, resolvendo os problemas que você escolheu resolver. É isso que vai dar combustível para continuar.
No fim das contas, a lição que fica é: não existe almoço grátis, e não existe escolha sem renúncia.
E pra você que costuma ficar em cima do muro, com medo de escolher, saiba que isso também tem um custo: o custo de ficar parado enquanto o tempo passa.
Esse costuma ser o prejuízo mais caro de todos.
Então, da próxima vez que você tiver que tomar uma decisão difícil, seja nos seus estudos, na carreira ou na loja de celular, respire fundo, olhe para o que você está deixando para trás, dê um tchauzinho respeitoso e foque no que você está ganhando.
Se a sua escolha fizer sentido para quem você quer se tornar, o preço tende a valer a pena. E se algum dia deixar de fazer sentido, tenha consciência de que o novo caminho também terá seu custo de oportunidade.
Afinal, administrar a própria vida é, basicamente, gerenciar o que a gente ganha e aceitar o que a gente perde.